Onde o vento curva e o barro clama:

escrevivências de afeto e luta em Taboquinhas

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.65855/6kbj5c58

Palabras clave:

Escrevivência, Educação do Campo, secretaria escolar, relações étnico-raciais, Taboquinhas

Resumen

Este relato de campo, estruturado sob o conceito de escrevivência, analisa as dinâmicas de atendimento e as barreiras infraestruturais em uma unidade escolar municipal no distrito de Taboquinhas, Itacaré, Bahia. Investigam-se os marcadores sociais de raça, classe e território nas tramas do acolhimento escolar matutino e noturno. A análise se debruça sobre a poética e a crueza das travessias de centenas de alunos e alunas que desafiam transportes precários e estradas vicinais intrafegáveis em dias de chuva. Conclui-se que a secretaria transcende a burocracia, firmando-se como espaço político de humanização contra o apagamento de corpos negros, camponeses e/ou quilombolas.

Biografía del autor/a

  • Estudiante de maestría Maxsuel Ribeiro, Departamento de Educación de Itacaré-BA, Escuela Padre Edgar dos Santos Torres/UFSB/UESC/UNEB

    Mi nombre es Maxsuel de Jesus Ribeiro, tengo 36 años y soy licenciado en Comunicación Social con especialización en Periodismo por la UNIME (actualmente Facultad Anhanguera) y licenciado en Literatura Portuguesa e Inglesa por las Facultades Integradas de Itararé (FAFIT-FACIC). Tengo posgrados en Sociología por la Universidade Candido Mendes (UCAM) y en Periodismo por la Facultad Faveni. Actualmente estudio Derecho en la Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) y estoy cursando un máster en el Programa de Posgrado en Docencia y Relaciones Étnico-Raciales (PPGER/UFSB) y en Estudios Africanos y Representación de África (PPGEARA). He trabajado en el portal Itacaré Notícias, en la Secretaría Municipal de Comunicación de Itacaré-BA, en la productora In9Pro (Itacaré TV) y en Rádio Web Paraíso Baiano como redactor, editor, guionista, productor y documentalista. Tengo experiencia en comunicación pública, periodismo cultural y producción audiovisual, centrándome en la promoción de la identidad cultural, las relaciones étnico-raciales y la comunicación como instrumento de transformación social.

Referencias

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PISTRAK, Moisey Mikhaylovich. Fundamentos da Escola do Trabalho. São Paulo: Expressão Popular, 2011.

Publicado

2026-06-10

Declaración de disponibilidad de datos

Prezada equipe editorial da Revista Amefricana,

Submeto a nota de campo intitulada "Do balcão ao barro: escrevivências de Taboquinhas" para avaliação e possível publicação no Dossiê "Educação, Gênero, Classe e Relações Étnico-Raciais".

Gostaria de destacar alguns pontos que considero fundamentais para a análise deste comitê:

1. Perspectiva do Sujeito Oculto da Escola: O grande diferencial deste relato é ser escrito a partir do lugar de fala de um auxiliar administrativo escolar e pesquisador. Raramente a literatura científica sobre Educação do Campo e Relações Étnico-Raciais aborda a secretaria escolar como um espaço profundamente político, humano e de mediação das contradições institucionais.

2. Abordagem Teórico-Metodológica: O texto foi construído sob o conceito de escrevivência, unindo o rigor sociológico da nota de campo à sensibilidade poética e humana que a chamada do dossiê valoriza.

3. Rigores Éticos de Anonimato: Em total concordância com as diretrizes da revista e a ética na pesquisa científica, todos os nomes de pessoas foram rigorosamente alterados, e a instituição real (Escola Padre Edgar dos Santos Torres) foi substituída pelo pseudônimo "Colégio Municipal Caminhos do Barro Vermelho", de modo a proteger a privacidade dos alunos, das alunas e das comunidades tradicionais de Itacaré-BA.

4. Originalidade: O texto é inédito, não foi publicado anteriormente e não está sob avaliação em outro periódico. Agradeço imensamente pela oportunidade desta chamada aberta e coloco-me à disposição para quaisquer ajustes que o corpo de pareceristas julgar necessários.

Atenciosamente,

Maxsuel de Jesus Ribeiro

Cómo citar

Onde o vento curva e o barro clama:: escrevivências de afeto e luta em Taboquinhas. (2026). Revista Amefricana, 2. https://doi.org/10.65855/6kbj5c58