Onde o vento curva e o barro clama:
escrevivências de afeto e luta em Taboquinhas
DOI:
https://doi.org/10.65855/6kbj5c58Palabras clave:
Escrevivência, Educação do Campo, secretaria escolar, relações étnico-raciais, TaboquinhasResumen
Este relato de campo, estruturado sob o conceito de escrevivência, analisa as dinâmicas de atendimento e as barreiras infraestruturais em uma unidade escolar municipal no distrito de Taboquinhas, Itacaré, Bahia. Investigam-se os marcadores sociais de raça, classe e território nas tramas do acolhimento escolar matutino e noturno. A análise se debruça sobre a poética e a crueza das travessias de centenas de alunos e alunas que desafiam transportes precários e estradas vicinais intrafegáveis em dias de chuva. Conclui-se que a secretaria transcende a burocracia, firmando-se como espaço político de humanização contra o apagamento de corpos negros, camponeses e/ou quilombolas.
Referencias
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Prezada equipe editorial da Revista Amefricana,
Submeto a nota de campo intitulada "Do balcão ao barro: escrevivências de Taboquinhas" para avaliação e possível publicação no Dossiê "Educação, Gênero, Classe e Relações Étnico-Raciais".
Gostaria de destacar alguns pontos que considero fundamentais para a análise deste comitê:
1. Perspectiva do Sujeito Oculto da Escola: O grande diferencial deste relato é ser escrito a partir do lugar de fala de um auxiliar administrativo escolar e pesquisador. Raramente a literatura científica sobre Educação do Campo e Relações Étnico-Raciais aborda a secretaria escolar como um espaço profundamente político, humano e de mediação das contradições institucionais.
2. Abordagem Teórico-Metodológica: O texto foi construído sob o conceito de escrevivência, unindo o rigor sociológico da nota de campo à sensibilidade poética e humana que a chamada do dossiê valoriza.
3. Rigores Éticos de Anonimato: Em total concordância com as diretrizes da revista e a ética na pesquisa científica, todos os nomes de pessoas foram rigorosamente alterados, e a instituição real (Escola Padre Edgar dos Santos Torres) foi substituída pelo pseudônimo "Colégio Municipal Caminhos do Barro Vermelho", de modo a proteger a privacidade dos alunos, das alunas e das comunidades tradicionais de Itacaré-BA.
4. Originalidade: O texto é inédito, não foi publicado anteriormente e não está sob avaliação em outro periódico. Agradeço imensamente pela oportunidade desta chamada aberta e coloco-me à disposição para quaisquer ajustes que o corpo de pareceristas julgar necessários.
Atenciosamente,
Maxsuel de Jesus Ribeiro
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